sexta-feira, 2 de abril de 2010

Nenhum outro crime é tão hediondo

A lição de um país civilizado ao grotão dos culpados incomuns

Confrontado com um caso de polícia, o presidente Lula criou uma nova categoria de inimputáveis ? a dos homens incomuns ? para desviar do camburão o chefe do bando. “O Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”, deliberou em junho o camelô dos palanques, de passagem pelo Cazaquistão, ao saber das bandalheiras nas catacumbas no Senado.
Confrontado com a ação movida contra o Estadão pelo empresário Fernando Sarney, o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal Regional de Justiça do Distrito Federal, decidiu que, se o pai é incomum, como tal o primogênito também deve ser tratado. Em homenagem à família chefiada pelo patriarca José, de quem ganhou o emprego, o juiz amordaçou o Estadão com a censura prévia. Por Augusto Nunes - Veja Online



Confrontado com a reportagem da Folha que denunciou a existência da conta com 13 milhões de dólares no Suíça, o tesoureiro da capitania hereditária do Maranhão fez outra retirada audaciosa nos fundos da arrogância. “Não me manifesto sobre o que não acontece”, tentou encerrar a conversa com o repórter, com a empáfia de quem se julga condenado à impunidade.


Confrontada com delinquências financeiras de Fernando Sarney, a presidente da Suíça, Doris Leutrard, escancarou com uma frase o abismo que separa uma nação civilizada das paragens afundadas no primitivismo. “Aqui tratamos todos de forma igual”, resumiu. “Aqui pouco importa se a pessoa é rica ou pobre, famosa ou não”. Ninguém na Suiça é incomum. Os governantes de lá não têm bandidos de estimação. O presidente não ousa atropelar ostensivamente a lei.


Dias antes da decretação do bloqueio judicial, como apurou o jornalista Lauro Jardim, o sempre ágil Fernando emagreceu a conta suspeitíssima em 10 milhões de dólares, transferidos para outro esconderijo em Lichtenstein. Foram retidos 3 milhões. Não é muita coisa perto das cifras com que lida a turma liderada por Madre Superiora, Magro Velho, Bomba e outros codinomes bisonhos. Mas é mais que suficiente para amparar a pergunta que resume outra ópera do malandro: alguém pode juntar tanto dinheiro sem ladroagem?


O Estadão está sob censura há 239 dias. Ninguém no clã dos Sarney sabe o que é sequer uma hora de cadeia. A credibilidade do Poder Judiciário, em seu conjunto, pode entrar em colapso se a população carcerária não incorporar outras estrelas do universo dos corruptos além de José Roberto Arruda, engaiolado provisoriamente. A diferença entre o ex-governador do Distrito Federal e os colegas de ofício é que a Turma do Panetone foi copiosamente filmada em ação.


No século passado, convencida de que não conseguiria reunir provas suficientes para prender Al Capone por delitos ainda mais graves, a Justiça americana tratou de enquadrar o chefão mafioso em crimes contra o Fisco. A movimentação do dinheiro no exterior não deu as caras nas declarações de renda de Fernando e sua mulher. Que tal percorrer a estrada pavimentada há quase 80 anos?


Ainda existem juízes no Brasil, e um deles é o ministro César Peluso, novo presidente do Supremo Tribunal Federal. Único integrante da Corte que foi juiz de primeira instância, cumpre a Peluso liderar a luta pela sobrevivência moral do Poder Judiciário. Ele sabe que não pode contar com o Executivo e o Legislativo. O presidente da República e o presidente do Senado estão a milhões de anos-luz da Suiça.


Ao menos por enquanto, tampouco deve contar com a opinião pública. No Brasil do terceiro milênio, só o julgamento do casal Nardoni consegue induzir multidões a clamar por castigo. É compreeensível que o assassinato de uma criança provoque tanta comoção. Mas o triunfo dos culpados incomuns sobre a Justiça consumará o assassinato da esperança dos brasileiros decentes.

Nenhum outro crime é tão hediondo

Uma Outra Biografia de Chico Xavier

Francisco de Paula Cândido Xavier reencarnou em Pedro Leopoldo, modesta cidade de Minas Gerais, em 2 de abril de 1910. Desde os 4 anos de idade o menino Chico Xavier teve a sua vida assinalada por singulares manifestações. Seu pai chegou, inclusive, a crer que o seu verdadeiro filho havia sido trocado por outro… Aquele seu filho era estranho! O garoto orava com extrema devoção, conforme lhe ensinara D. Maria João de Deus, a querida mãezinha, que o deixaria órfão aos 05 anos. Dentro de grandes conflitos e extremas dificuldades, o menino ia crescendo, sempre puro e sempre bom, incapaz de uma palavra obscena, de um gesto de desobediência. Tendo clarividência e clariaudiência intensas, mantinha contato direto com os espíritos amigos, sendo que conversava com a mãezinha desencarnada e ouvia vozes confortadoras. Na escola, sentia a presença delas, auxil iando-o nas tarefas habituais. O certo é que os seus primeiros anos o marcaram profundamente; ele nunca os esqueceu… A necessidade de trabalhar desde cedo para auxiliar nas despesas domésticas foi, em sua vida, conforme ele mesmo disse, “uma bênção indefinível”.

Em 7 de maio de 1927 participou de sua primeira reunião espírita. Até 1931 recebeu muitas poesias e mensagens, várias das quais saíram a público, estampadas à revelia do médium em jornais e revistas, como de autoria de Francisco Xavier. Nesse mesmo ano, vê, pela primeira vez, o Espírito Emmanuel, seu inseparável mentor espiritual. Francisco Cândido Xavier – Chico Xavier – iniciou, publicamente, seu mandato mediúnico em 08 de julho de 1927, em Pedro Leopoldo. Contando 17 anos de idade, recebeu as primeiras páginas mediúnicas. Em noite memorável, os Espíritos deram início a um dos trabalhos mais belos de toda a história da humanidade. Dezessete folhas de papel foram preenchidas, celeremente, versando sobre os deveres do espírita-cristão.

Depoimento de Chico Xavier: (…) “Era uma noite quase gelada e os companheiros que se acomodavam junto à mesa me seguiram os movimentos do braço, curiosos e comovidos. A sala não era grande, mas, no começo da primeira transmissão de um comunicado do mais Além, por meu intermédio, senti-me fora de meu próprio corpo físico, embora junto dele. No entanto, ao passo que o mensageiro escrevia as dezessete páginas que nos dedicou, minha visão habitual experimentou significativa alteração. As paredes que nos limitavam o espaço desapareceram. O telhado como que se desfez e, fixando o olhar no alto, podia ver estrelas que tremeluziam no escuro da noite.

Entretanto, relanceando o olhar no ambiente, notei que toda uma assembléia de entidades amigas me fitavam com simpatia e bondade, em cuja expressão adivinhava, por telepatia espontânea, que me encorajavam em silêncio para o trabalho a ser realizado, sobretudo, animando-me para que nada receasse quanto ao caminho a percorrer.”

Emmanuel, nos primórdios da mediunidade de Chico Xavier, deu-lhe duas orientações básicas para o trabalho que deveria desempenhar. Fora de qualquer uma delas, tudo seria malogrado. Eis a primeira. – “Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com Jesus? – Sim, se os bons espíritos não me abandonarem… – respondeu o médium. – Não será você desamparado – disse-lhe Emmanuel – mas para isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem. – E o senhor acha que eu estou em condições de aceitar o compromisso? – tornou o Chico. – Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o Serviço… Porque o protetor se calasse o rapaz perguntou: – Qual é o primeiro? A resposta veio firme: – Disciplina. – E o segundo? – Disciplina. – E o terceiro? – Disciplina”. A segunda mais importante orientação de Emmanuel para o médium é assim relembrada: – “Lembro-me de que num dos primeiros contatos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e, disse mais, que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e de Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo”.

Em 1932 a FEB (Federação Espírita Brasileira) publicou seu primeiro livro, o famoso “Parnaso de Além-Túmulo”; hoje, as obras que psicografou vão a mais de 400. Várias delas estão traduzidas e publicadas em castelhano, esperanto, francês, inglês, japonês, grego, etc. De moral ilibada, realmente humilde e simples, Chico Xavier jamais auferiu vantagens, de qualquer espécie. Sua vida privada e pública tem sido objeto de toda especulação possível, na informação falada, escrita e televisionada. Críticas ferinas têm-no colhido de miúdo, sabendo suportá-las com verdadeiro espírita, ou seja, como verdadeiro cristão. Viajou com o médium Waldo Vieira aos Estados Unidos e à Europa, onde visitaram a Inglaterra, a França, a Itália, a Espanha e Portugal, sempre a serviço da Doutrina Espírita.

Chico Xavier é uma figura de projeção nacional e internacional; suas entrevistas despertaram a atenção de milhares de pessoas, mesmo alheias ao Espiritismo; apareceu em programas de TV, respondendo a perguntas as mais diversas, orientando as respostas pelos postulados espíritas. Recebeu o título de Cidadão Honorário de várias cidades, dentre elas, São José do Rio Preto, São Bernardo do Campo, Franca, Campinas, Santos, Catanduva, todas no Estado de São Paulo; Uberlândia, Araguari e Belo Horizonte, em Minas Gerais; Campos, no Estado do Rio de Janeiro, etc. Dos livros que psicografou já se venderam mais de 12 milhões de exemplares, só dos editados pela FEB, em número de 88.

“Parnaso de Além-Túmulo”, a primeira obra publicada em 1932, provocou e comprovou a questão da identificação das produções mediúnicas, pelo pronunciamento espontâneo dos críticos, tais como Humberto de Campos, ainda encarnado na época, Agripino Grieco, severo crítico literário de renome nacional, Zeferino Brasil, poeta gaúcho, Edmundo Lys, cronista, Garcia Júnior, etc.

Prefaciando “Parnaso de Além-Túmulo”, escreveu Manuel Quintão: “Romantismo, Condoreirismo, Parnasianismo, Simbolismo, aí se ostentam em louçanias de sons e de cores, para afirmar não mais subjetiva, mas objetivamente, a sobrevivência de seus intérpretes. É ler Casimiro e reviver ‘Primaveras’; é recitar Castro Alves e sentir ‘Espumas Flutuantes’; é declamar Junqueiro e lembrar a ‘Morte de D. João’; é frasear Augusto dos Anjos e evocar ‘Eu’”.

Romances históricos formam a série Romana, de Emmanuel, composta de: “Há 2000 Anos…”, “50 Anos Depois”, “Ave, Cristo!”, “Paulo e Estevão”, provocando a elaboração do “Vocabulário Histórico-Geográfico dos Romances de Emmanuel”, de Roberto Macedo, estudo elucidativo dos eventos históricos citados nas obras. “Há 2000 Anos…” é o relato da encarnação de Emmanuel à época de Jesus.

O festejado escritor brasileiro Humberto de Campos, desencarnado em 1934, iniciou, em espírito, a transmissão de várias obras de crônicas e reportagens pela mediunidade de Chico Xavier, todas editadas pela Federação Espírita Brasileira, dentre as quais cita-se “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, de 1938, o qual narra a história de nossa pátria e dos fatos e ela ligados em dimensão espiritual .

A série do espírito André Luiz é reveladora, doutrinária e científica; com obras notáveis no tocante à vida depois da desencarnação, a série nos traz: “Nosso Lar”, “Os Mensageiros”, “Missionários da Luz”, “Obreiros da Vida Eterna”, “No Mundo Maior”, “Agenda Cristã”, “Libertação”, “Entre a Terra e o Céu”, “Nos Domínios da Mediunidade”, “Ação e Reação”, “Evolução em dois Mundos”, “Mecanismos da Mediunidade”, “Conduta Espírita”, “Sexo e Destino”, “Desobsessão”, “E a Vida Continua…”.

De parceria com o médium Waldo Vieira, Chico Xavier psicografou 17 obras. A extraordinária capacidade mediúnica de Chico Xavier está comprovada pela grande quantidade de autores espirituais, da mais elevada categoria, que por seu intermédio se manifestaram. Vários de seus livros foram adaptados para encenação no palco e sob a forma de radionovelas e telenovelas. O dom mediúnico mais conhecido de Francisco Xavier é a psicografia Não é, todavia, o único. Ele manifestava e exercitava constantemente, na Terra, outras mediunidades, tais como: psicofonia, vidência, audiência, e outras.

Sua vida, verdadeiramente apostolar, dedicou-a, o médium, aos sofredores e necessitados, provindos de longínquos lugares, e também aos afazeres medianeiros, pelos quais não aceita, em absoluto, qualquer espécie de paga. Os direitos autorais ele os tem cedido graciosamente a várias Editoras e Casas Espíritas, desde o primeiro livro.

Sua vida e sua obra têm sido objeto de numerosas entrevistas radiofônicas e televisadas, e de comentários em jornais e revistas, espíritas ou não, e em livros dos quais podemos citar: o opúsculo intitulado “Pinga-Fogo, Entrevistas”, obra publicada pelo Instituto de Difusão Espírita, de Araras; “Trinta Anos com Chico Xavier”, de Clóvis Tavares; “No Mundo de Chico Xavier”, de Elias Barbosa; “Lindos Casos de Chico Xavier”, de Ramiro Gama; “40 Anos no Mundo da Mediunidade”, de Roque Jacinto; “A Psicografia ante os Tribunais”, de Miguel Timponi; “Amor e Sabedoria de Emmanuel”, de Clóvis Tavares; “Presença de Chico Xavier”, de Elias Barbosa; “Chico Xavier Pede Licença”, de Irmão Saulo, pseudônimo de Herculano Pires; “Nosso Amigo Xavier”, de Luciano Napoleão; “Chico Xavier, o Santo dos Nossos Dias” e “O Prisioneiro de Cristo”, de R. A. Ranieri; “Chico Xavier – Mandato de Amor”, da U.E.M.; “As Vidas de Chico Xavier”, de Marcel Souto Maior, dentre outros.

Eis então quando, em 1944, a viúva de Humberto de Campos ingressa em juízo, movendo um processo, que se torna célebre, contra a Federação Espírita Brasileira e Francisco Cândido Xavier, no sentido de obter uma declaração, por sentença, de que essa obra mediúnica “é ou não do ‘Espírito’ de Humberto de Campos”, e que em caso afirmativo, se apliquem as sanções previstas em Lei.

O assunto causou muita polêmica e, durante um bom tempo, ocupou espaço nos principais periódicos do País. Para que tenhamos uma idéia do que representou o referido processo na divulgação dos postulados espíritas, resumimos aqui alguns dos principais depoimentos da época extraídos da obra do Dr. Miguel Timponi, o principal advogado que trabalhou na defesa do médium e da FEB. Antes, porém, sintamos a beleza das palavras a seguir, enfeixadas no livro A Psicografia ante os Tribunais:

“Entretanto, lá do Nordeste, desse Nordeste de encantamentos e de mistérios, a voz cheia de ternura e de emoção, de uma velhinha santificada pela dor e pelo sofrimento, D. Ana de Campos Veras, extremosa mãe do querido e popular escritor, rompeu o silêncio para ofertar ao médium de Pedro Leopoldo a fotografia do seu próprio filho, com esta expressiva dedicatória: ‘Ao Prezado Sr. Francisco Xavier, dedicado intérprete espiritual do meu saudoso Humberto, ofereço com muito afeto esta fotografia, como prova de amizade e gratidão.
Conforme se vê da edição de ‘O Globo’ de 19 de julho de 1944, essa exma. senhora confirma que o estilo é do seu filho e assegura ao redator de ‘O Povo’ e ‘Press Parga’: “- Realmente – disse dona Ana Campos – li emocionada as Crônicas de Além-Túmulo, e verifiquei que o estilo é o mesmo de meu filho. Não tenho dúvidas em afirmar isso e não conheço nenhuma explicação científica para esclarecer esse mistério, principalmente se considerarmos que Francisco Xavier é um cidadão de conhecimentos medíocres. Onde a fraude? Na hipótese de o Tribunal reconhecer aquela obra como realmente da autoria de Humberto, é claro que, por justiça, os direitos autorais venham a pertencer à família. No caso, porém, de os juízes decidirem em contrário, acho que os intelectuais patriotas fariam ato de justiça aceitando Francisco Cândido Xavier na Academia Brasileira de Letras… Só um homem muito inteligente, muito culto, e de fino talento literário, poderia ter escrito essa produção, tão identificada c om a de meu filho.”

Na noite de 15 de julho de 1944, quando o processo atingia o clímax, o Espírito Humberto de Campos retorna pelo lápis do médium Chico Xavier, tecendo, no seu estilo inconfundível, uma belíssima e emocionante página sobre o triste problema levantado pela incompreensão humana, página que pode ser devidamente apreciada no livro “A Psicografia ante os Tribunais”. Daí por diante, ele passou a assinar-se, simplesmente, Irmão X, versão evangelizada do Conselheiro XX, como era conhecido nos meios literários quando encarnado.
A Autora, D. Catarina Vergolino de Campos, foi julgada carecedora da ação proposta, por sentença de 23 de agosto de 1944, do Dr. João Frederico Mourão Russell, juiz de Direito em exercício na 8ª Vara Cível do antigo Distrito Federal.

Tendo ela recorrido dessa sentença, o Tribunal de Apelação do antigo DF manteve-a por seus jurídicos fundamentos, tendo sido relator o saudoso ministro Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa. E Chico continuou trabalhando incessantemente para Jesus!
Depoimento de Chico Xavier: “(…) Deus nos permita a satisfação de continuar sempre trabalhando na Grande Causa d’Ele, Nosso Senhor e Mestre. Desde criança, a figura do Cristo me impressiona. Ao perder minha mãe, aos cinco janeiros de idade, conforme os próprios ensinamentos dela, acreditei n’Ele, na certeza de que Ele me sustentaria. Conduzido a uma casa estranha, na qual conheceria muitas dificuldades para continuar vivendo, lembrava-me d’Ele, na convicção de que Ele era um amigo poderoso e compassivo que me enviaria recursos de resistência e ao ver minha mãe desencarnada pela primeira vez, com o cérebro infantil sem qualquer conhecimento dos conflitos religiosos que dividem a Humanidade, pedi a ela me abençoasse segundo o nosso hábito em família e lembro-me perfeitamente de que perguntei a ela: – Mamãe, foi Jesus que mandou a senhora nos buscar? Ela sorriu e respondeu: – Foi sim, mas Jesus deseja que vocês, os meus filhos espalhados, ainda fiquem me esperando… Aceitei o que ela dizia, embora chorasse, porque a referência a Jesus me tranqüilizava. Quando meu pai se casou pela segunda vez e a minha segunda mãe mandou me buscar para junto dela, notando-lhe a bondade natural, indaguei: – Foi Jesus quem enviou a senhora para nos reunir? Ela me disse: – Chico, isso não sei… Mas minha fé era tamanha que respondi: – Foi Ele sim… Minha mãe, quando me aparece, sempre me fala que Ele mandaria alguém nos buscar para a nossa casa. E Jesus sempre esteve e está em minhas lembranças como um Protetor Poderoso e Bom, não desaparecido, não longe, mas sempre perto, não indiferente aos nossos obstáculos humanos, e sim cada vez mais atuante e mais vivo”.

Neste ínterim, não se pode negar o sentimento de veneração que envolve a nobre figura de Ismael, guia espiritual do Brasil enviado por Jesus. A responsabilidade que detém, na condição de mentor da Federação Espírita Brasileira suscita, da parte da comunidade espírita nacional, um profundo respeito, aliado a um imenso carinho e uma suave ternura. Certa vez, indagaram a Chico Xavier: – Como se processam os encontros, nas esferas resplandecentes da Espiritualidade, de Emmanuel com Ismael? Qual a postura do admirável Espírito do ex-senador romano, diante da também luminosa entidade a quem confiou Jesus os destinos do Brasil? Resposta do médium, curta, serena e firme: De joelhos!

Chico Xavier cursou somente o primário e, posteriormente, foi caixeiro de armazém e modesto funcionário público, aposentado em 1958. A partir de 1959 passou a residir em Uberaba (Minas Gerais).”A bibliografia mediúnica, que foi acrescida à literatura espírita, nestes últimos cinqüenta anos, nascida do lápis de Chico Xavier – e o espaço não nos permite, sequer, considerações ligeiras sobre suas páginas -, é vultosa, considerável. É qualitativamente admirável. Poderíamos, sem dificuldade, num exame sereno e com absoluta isenção, dividir a obra mediúnica, orientada por Emmanuel, igualmente em fases perfeitamente delineadas, dentro de duas grandes divisões: a primeira, provando a sobrevivência e a imortalidade do espírito – ‘Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho’ – seguida de uma panorâmica da História universal – ‘A Caminho da Luz’ e de alguns manuais do maior valor: ‘Emmanuel, Dissertações Mediúnicas’, ‘O Consolador’, ‘Roteiro’, etc. Enfim, muitos estudos interessantes e instrutivos virão, a seu tempo. E a obra de Francisco Cândido Xavier, criteriosamente traduzida, estará, tempestivamente, à disposição dos leitores do mundo inteiro, juntamente com a de Allan Kardec e da dos autores que cuidaram dos escritos subsidiários e complementares da Codificação. Mas, enquanto isso, e para que tudo ocorra com a tranqüilidade que se almeja na difusão conscienciosa e responsável da Doutrina dos Espíritos, seria de bom alvitre não perder de vista o fato de que Chico Xavier jamais teria obtido êxito, como instrumento do Alto, se não tivesse seguido a rígida disciplina que lhe foi sugerida por Emmanuel, testemunhando e permanecendo na exemplificação do amor ao próximo e do amor a Deus, vivendo o Evangelho”. Francisco Thiesen, então Presidente da Federação Espírita Brasileira
“…Não me considero à altura para escrever algo sobre o Chico. Dele, dão testemunho (e que testemunho!) as belas obras que semeou e semeia por esse Brasil afora, com reflexos benéficos em diversas nações do mundo. E quando digo ‘obras’, refiro-me não só à palavra escrita e falada, como também aos seus exemplos de caridade, de perdão, de fé, de humildade, aos seus diálogos fraternos e frutíferos, enfim, à sua multiforme vivência evangélica junto a pobres e ricos, num trabalho diário de edificação e levantamento de espíritos.”
“Conheço o Chico há bastante tempo. Nos seus livros mediúnicos encontrei forças, luz e paz, e através de suas cartas pude sentí-lo e amá-lo bem no fundo do seu ser. Por várias vezes chorei com suas preocupações e sua dor, vivendo-lhe as graves responsabilidades e lamentando a incompreensão dos homens.

Mas sempre orei pedindo ao Senhor que não lhe tirasse o pesado fardo dos ombros e, sim, que o ajudasse a carregá-lo. Graças a Deus, o nosso caro Chico tem vencido todas as dificuldades e todos os óbices do caminho, numa maratona hercúlea que realmente o dignifica aos olhos dos homens e aos olhos do Pai.” Quando fez 40 anos de mediunidade, Chico disse: “Estes quarenta anos de mediunidade passaram para o meu coração como se fossem um sonho bom. Foram quarenta anos de muita alegria, em cujos caminhos, feitos de minutos e de horas, de dias, só encontrei benefícios, felicidades, esperanças, otimismo, encorajamento da parte de todos aqueles que o Senhor me concedeu, dos familiares, irmãos, amigos e companheiros. Quarenta anos de felicidade que agradeço a Deus em vossos corações, porque sinto que Deus me concedeu nos vossos corações, que representam outros muitos corações que estão ausentes de nós. Agora, sinto que Deus me concedeu por vosso intermédio uma vida tocada de alegrias e bênçãos, como eu não poderia receber em nenhum outro setor de trabalho na Humanidade. Beijo-vos, assim, as mãos, os corações.

Quanto ao livro, devo dizer que, certa feita, há muitos anos, procurando o contato com o Espírito de nosso benfeitor Emmanuel, ao pé de uma velha represa, na terra que me deu berço na presente encarnação, muitas vezes chegava ao sítio, pela manhã, antes do amanhecer. E quando o dia vinha de novo, fosse com sol, fosse com chuva, lá estava, não muito longe de mim, um pequeno charco. Esse charco, pouco a pouco se encheu de flores, pela misericórdia de Deus, naturalmente. E muitas almas boas, corações queridos, que passavam pelo mesmo caminho em que nós orávamos, colhiam essas flores, e as levavam consigo com transporte de alegria e encantamento. Enquanto que o charco era sempre o mesmo charco. Naturalmente, esperando também pela misericórdia de Deus, para se transformar em terra proveitosa e mais útil. Creio que nesses momentos, em que ouço as palavras desses corações maravilhosos, que usaram o verbo para comentar o aparecimento desses cem livros, agora cento e dois livros, lemb ro este quadro que nunca me saiu da memória, para declararvos que me sinto na condição do charco que, pela misericórdia de Deus, um dia recebeu essas flores que são os livros, e que pertencem muito mais a vós outros do que a mim. Rogo, assim, a todos os companheiros, que me ajudem através da oração, para que a luta natural da vida possa drenar a terra pantanosa que ainda sou, na intimidade do meu coração, para que eu possa um dia servir a Deus, de conformidade com os deveres que a Sua infinita misericórdia me traçou. E peço, então, permissão, em sinal de agradecimento, já que não tenho palavras para exprimir a minha gratidão. Peço-vos, a todos, licença para encerrar a minha palavra despretensiosa, com a oração que Nosso Senhor Jesus Cristo nos legou”.

Na tarefa mediúnica: “Pergunta – Em seu primeiro encontro com Emmanuel, ele enfatizou muito a disciplina. Teria falado algo mais? Resposta – Depois de haver salientado a disciplina como elemento indispensável a uma boa tarefa mediúnica, ele me disse: ‘Temos algo a realizar.’ Repliquei de minha parte qual seria esse algo e o benfeitor esclareceu: ‘Trinta livros pra começar!’ Considerei, então: como avaliar esta informação se somos uma família sem maiores recursos, além do nosso próprio trabalho diário, e a publicação de um livro demanda tanto dinheiro!… Já que meu pai lidava com bilhetes de loteria, eu acrescentei: será que meu pai vai tirar a sorte grande? Emmanuel respondeu: ‘Nada, nada disso. A maior sorte grande é a do trabalho com a fé viva na Providência de Deus. Os livros chegarão através de caminhos inesperados!’
Algum tempo depois, enviando as poesias de ‘Parnaso de Além-Túmulo” para um dos diretores da Federação Espírita Brasileira, tive a grata surpresa de ver o livro aceito e publicado, em 1932. A este livro seguiram-se outros e, em 1947, atingimos a marca dos 30 livros.

Ficamos muito contentes e perguntei ao amigo espiritual se a tarefa estava terminada. Ele, então, considerou, sorrindo: ‘Agora, começaremos uma nova série de trinta volumes!’ Em 1958, indaguei-lhe novamente se o trabalho finalizara. Os 60 livros estavam publicados e eu me encontrava quase de mudança para a cidade de Uberaba, onde cheguei a 5 de janeiro de 1959. O grande benfeitor explicou-me, com paciência: ‘Você perguntou, em Pedro Leopoldo, se a nossa tarefa estava completa e quero informar a você que os mentores da Vida Maior, perante os quais devo também estar disciplinado, me advertiram que nos cabe chegar ao limite de cem livros.’ Fiquei muito admirado e as tarefas prosseguiram. Quando alcançamos o número de 100 volumes publicados, voltei a consultá-lo sobre o termo de nossos compromissos. Ele esclareceu, com bondade: ‘Você não deve pensar em agir e trabalhar com tanta pressa. Agora, estou na obrigação de dizer a você que os mentores da Vida Superior, que nos orientam, expediram certa instrução que determina seja a sua atual reencarnação desapropriada, em benefício da divulgação dos princípios espíritas-cristãos, permanecendo a sua existência, do ponto de vista físico, à disposição das entidades espirituais que possam colaborar na execução das mensagens e livros, enquanto o seu corpo se mostre apto para as nossas atividades.’

Muito desapontado, perguntei: então devo trabalhar na recepção de mensagens e livros do mundo espiritual até o fim da minha vida atual? Emmanuel acentuou: ‘Sim, não temos outra alternativa!’ Naturalmente, impressionado com o que ele dizia, voltei a interrogar: e se eu não quiser, já que a Doutrina Espírita ensina que somos portadores do livre-arbítrio para decidir sobre os nossos próprios caminhos? Emmanuel, então, deu um sorriso de benevolência paternal e me cientificou: ‘A instrução a que me refiro é semelhante a um decreto de desapropriação, quando lançado por autoridade na Terra. Se você recusar o serviço a que me reporto, segundo creio, os orientadores dessa obra de nos dedicarmos ao Cristianismo Redivivo, de certo que eles terão autoridade bastante para retirar você de seu atual corpo físico!’ Quando eu ouvi sua declaração, silenciei para pensar na gravidade do assunto, e continuo trabalhando, sem a menor expectativa de interromper ou dificultar o que passei a chamar de ‘Desígnios de Cima.’ “

Em 1997, Chico Xavier completou 70 anos de incessante atividade mediúnica, da maior significação espiritual, em prol da Humanidade, abrangendo seus mais diversos segmentos. Psicografou mais de 400 (quatrocentas) obras mediúnicas, de centenas de autores espirituais, abarcando os mais diversos e diferentes assuntos, entre poesias, romances, contos, crônicas, história geral e do Brasil, ciência, religião, filosofia, literatura.

Dias e noites foram por ele ofertados aos seus semelhantes, com sacrifício da própria saúde. Problemas orgânicos acompanharam-lhe a mocidade e a madureza. Cabe observar que as doenças oculares a as intervenções cirúrgicas jamais o impediram de cumprir, fiel e dignamente, sua missão de amparo aos necessitados. Sua postura é uma só, obedeceu e obedece a uma só diretriz: amor ao próximo, desinteresse ante os bens materiais, preocupação exclusiva e constante com a felicidade do próximo.

Ricos e pobres, velhos e crianças, homens e mulheres de todos os níveis sociais têm encontrado, no homem e no médium Chico Xavier, tudo quanto necessitam para o reajuste interior, para o crescimento, em função do conhecimento e da bondade. Francisco Cândido Xavier é um presente do Alto ao século XX, enriquecendo-lhe os valores com a sua vida de exemplar cidadão, com milhares de mensagens psicográficas que, em catadupas de paz e luz, amor e esclarecimento, vêm fertilizando o solo planetário, sob a luminar supervisão do Espírito Emmanuel.

Chico desencarnou em 30 / 06 / 2002. Antes, porém, deitado, perguntou a um amigo se a seleção brasileira de futebol havia ganhado a copa do mundo. Tendo uma resposta afirmativa, Chico disse algo do tipo: “agora que todos estão alegres com a vitória do Brasil, eu posso ir em paz porque, neste momento de festa, ninguém vai ficar triste com a minha desencarnação”. Novamente Chico, mesmo fisicamente enfermo, preocupava-se com o bem estar do próximo. Logo após teve uma parada cardíaca e, assim, voltou ao Mundo Espiritual, no qual foi recebido por Jesus.

domingo, 28 de março de 2010

A melhor atitude, diante tantas indagações e sofrimentos, é viver dentro da maior dignidade possível.

Não entendemos muitos fatos, principalmente da Natureza, e insistimos em achar explicações.

O problema existencial é o mais discutido e controvertido. Estamos vivos, pensamos, indagamos. Nada mais normal. Todos buscamos, certos ou errados, a razão da nossa existência. A começar pela origem do Universo, que tem tantas explicações.

A mais discutida, no momento, é a famosa da grande explosão, o big bang. Matéria condensada no cosmo, possuindo energia, uniu-se através dos milênios infindáveis e terminou por explodir, dando origem ao universo.

Complicado, isso. Ninguém prova coisíssima alguma, mas astrônomos e físicos tecem teorias sucessivas. Cada um apresentando suas provas, que na verdade, não convencem ninguém.

As buscas são válidas. Mas a especulação, por mais científica que pareça, é sempre duvidosa. Nenhum cientista, seja qual o seu valor, conseguiu explicar nossa origem.

Quando a ciência é impotente, entram com muita força a filosofia e a religião.

O universo foi criado por Deus, segundo o Antigo Testamento. Acreditar nisso é tão difícil como no big bang. E ainda pode-se arrematar com duas perguntas terríveis. O que estaria fazendo Deus quando o universo não existia? Quem criou Deus?

A famosa resposta Deus sempre existiu só convence aos mais crédulos, cuja aceitação no espiritual religioso é muito grande. O homem sofre, diante tal realidade. Trata-se de um problema de Fé. Aqui o assunto parece ser bem mais simples. Se embarco num avião com destino a Lisboa, acredito que seja lá que vou desembarcar. Seria, neste caso, uma fé.

Cruel o problema. Na verdade, não sabemos quem somos.

A melhor atitude, diante tantas indagações e sofrimentos, é viver dentro da maior dignidade possível.

Os justos não são apenas filhos de Deus. São Ele mesmo, e é preciso que isto seja reconhecido.

Aqui, o sofrimento encontra-se com a grandeza.

Jorge Cortás Sader Filho é escritor

Nos dias difíceis.

Nos dias difíceis, reflete nos outros dias difíceis que já se foram.

Depois de atravessados transes e lutas que supunhas insuperáveis, não soubeste explicar a ti mesmo de que modo os venceste e de que fontes hauriste as forças necessárias para te sustentares e refazeres, durante e depois das refregas sofridas.

*

Viste a doença no ente amado assumir gravidade estranha e, sem que lograsses penetrar o fenômeno em todos os detalhes, surgiram a medicação e a providência ideais que o arrebataram da morte.

Experimentaste a visitação do desânimo, à frente dos obstáculos que te gravaram a vida, mas, sem que te desses conta do amparo recebido, largaste o desalento das trevas e regressaste à luz da esperança.

Crises do sentimento que se te afiguravam invencíveis, pelo teor de angústia com que te alcançaram o imo da alma, desapareceram como por encanto sem que conseguisses definir a intervenção libertadora que te restituiu à tranquilidade.

Sofreste a ausência de seres imensamente queridos, chamados pela desencarnação para tarefas inadiáveis em outras faixas de experiência; no entanto, sem que despendesses qualquer esforço, outras almas abençoadas apareceram, passando a nutrir-te o coração com edificante apoio afetivo.

*

Tudo isso, entretanto, sucedeu porque persististe na fé aguardando e confiando, trabalhando e servindo, sem te entregares à deserção ou à derrota, ofertando ensejo à Bondade de Deus para agir em teu benefício.

Nas dificuldades em andamento, considera as dificuldades que já venceste e compreenderás que Deus, cujo infinito amor te sustentou ontem, sustentar-te-á também hoje.

Para isso, porém, é imperioso permanecermos fiéis ao cumprimento de nossas obrigações, de vez que a paciência, no centro delas, é o dom de esperar por Deus, cooperando com Deus, sem atrapalhar.

Emmanuel
Do Livro "Rumo Certo" -Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Tanta "Maracutaia".

BOLSA COMBUSTÍVEL


Enquanto eu e você ralamos para enchermos o tanque combustível que graças ao "des" governo, os preços estão nas alturas, o desgraçado cria o bolsa combustível até para os funcionários comussionados do Executivo, para ressarcir os gastos com combustível daqueles que utilizam seus próprios veículos na execução de trabalhos. A extensão do benefício neste ano eleitoral foi feita por meio de decreto presidencial, publicado no Diário Oficial da União. O texto afirma que só terão direito ao benefício os cabos eleitorais, aliás, desculpem, os servidores que estiverem no real desempenho de suas funções.

FICHA LIMPA

E os quadrilheiros seguem empurrando com a barriga o projeto Ficha Limpa (PLP 518/09). Desta vez marcaram a data para dia 07 de abril. Menos mal, podia ser simbolicamente 1º de abril. Cabe informar que o presidente da casa da mãe joana ja admitiu que poderá haver mudanças no texto aprovado pelo grupo de trabalho que analisou a proposta, já que o projeto impede candidatos condenados judicialmente de disputar eleições. No texto original, a candidatura já estaria proibida com a decisão de um único juiz em primeira instância. Duvido que seja aprovado. Duvido mesmo.

CAIXA DOIS

Imagine de onde vem tanta grana. Trabalhando honestamente? Acredite se quizer! Tanto que uma continha de US$ 13 milhões do filho mais velho do cel. Sarney, foi achada e bloqueada na Suíça. Os depósitos foram rastreados a pedido da Justiça brasileira, por suspeita de que a família do senador tenha remetido ilegalmente dinheiro para fora do Brasil. Os depósitos estão em nome de uma empresa e eram movimentados exclusivamente por Fernando Sarney, que cuida dos negócios da família no Maranhão. O dinheiro não está declarado à Receita Federal. O bloqueio da conta na Suíça é um desdobramento da Operação Faktor conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

sábado, 20 de março de 2010

Eike Batista é o homem mais rico do Brasil

Só para saber, Eike batista neste ano em 2010, passou de 61º homem mais rico do mundo, para 8º do MUNDO. Diga-me uma coisa, como uma pessoa consegue em um ano aumentar tanto a sua fortuna?

Relembremos o que disse Jesus: "O que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma".

Veja uma reportagem do ano passado abaixo:

Eike Batista é o homem mais rico do Brasil
Empresário ocupa o 61º lugar da lista dos maiores bilionários do mundo da revista Forbes

| 12.03.2009 | 12h41
Portal EXAME -

O empresário Eike Batista, dono do Grupo EBX, controlador das empresas OGX, LLX e MMX, entre outras, é o brasileiro melhor colocado na lista dos mais ricos da revista Forbes de 2009, ocupando o 61º lugar. Como adiantou a revista Exame no início de 2008, o executivo estreou no ranking da Forbes naquele ano ficando atrás de Antônio Ermírio de Moraes e da família Joseph Safra. Na lista divulgada nesta quarta-feira (11/02), Eike ficou à frente dos 13 brasileiros mais ricos ao ter sua fortuna avaliada em 7,5 bilhões de dólares. Apesar da crise global, Eike Batista fez seu patrimônio crescer 14% no último ano, já que em 2008 sua fortuna foi avaliada em 6,6 bilhões de dólares.

Já Antônio Ermírio de Moraes, dono do Grupo Votorantim, que em 2008 era o mais rico entre os brasileiros, viu sua conta encolher. A fortuna de 10 bilhões de dólares que lhe garantiu a 77ª posição no ranking do ano passado foi reduzida a 2,8 bilhões de dólares, rendendo-lhe o sexto lugar entres os brasileiros mais ricos e o 224º posto no ranking mundial. O banqueiro Joseph Safra, por sua vez, permaneceu em segundo lugar entre os brasileiros, com 7 bilhões de dólares no bolso, número inferior aos 8,8 bilhões contabilizados no ano passado.

Quem ficou com a medalha de bronze foi o acionista da Anheuser-Busch Inbev, Jorge Paulo Lemann, que apesar de ter subido duas posições em relação ao ano anterior, obteve um decréscimo em sua fortuna de 5,8 bilhões de dólares para 5,3 bilhões de dólares, ocupando o 92º lugar da lista completa.

É possível observar os reflexos da crise econômica no ranking de 2009. Cinco brasileiros listados em 2008 não figuram mais entre os tops deste ano. São eles: Eliezer Steinbruch e família (6º lugar); Elie Horn (11º lugar); Liu Ming Chung (13º lugar); Jayme Garfinkel (15º lugar) e Rubens Ometto Silveira Mello (18º lugar).

Além disso, entre os 13 brasileiros mais ricos do mundo, 10 deles tiveram uma queda em sua fortuna. Somente Eike Batista aumentou sua riqueza, os outros dois, Guilherme Peirão (1,2 bilhão de dólares) e Antônio Luiz Seabra (1,2 bilhão de dólares) mantiveram a mesma quantia.

Lista brasileiros:


-1º Eike Batista - US$ 7,5 bilhões (posição 61º no ranking geral)

-2º Joseph Safra - US$ 7 bilhões (posição 62º no ranking geral)

-3º Jorge Paulo Lemann - US$ 5,3 bilhões (posição 92º no ranking geral)

-4º Aloysio de Andrade Faria - US$ 3,1 bilhões (posição 196º no ranking geral)

-5º Dorothea Steinbrunch - US$ 3 bilhões (posição 205º no ranking geral)

-6º Antônio Ermírio de Moraes - US$ 2,8 bilhões (posição 224º no ranking geral)

-7º Marcel Herrmann Telles - US$ 2,4 bilhões (posição 285º no ranking geral)

-8º Moise Safra - US$ 2,1 bilhões (posição 318º no ranking geral)

-9º Carlos Alberto Sicupira - US$ 2,1 bilhões (posição 318º no ranking geral)

-10º Abílio dos Santos Diniz - US$ 1,5 bilhão (posição 468º no ranking geral)

-11º Guilherme Peirão Leal - US$ 1,2 bilhão (posição 601º no ranking geral)

-12º Antônio Luiz Seabra - US$ 1,2 bilhão (posição 601º no ranking geral)

-13º Júlio Bozano - US$ 1,1 bilhão (posição 647º no ranking geral)

A liderança e o saber ouvir

Nunca se sabe tudo sobre liderança, pois ela é desenvolvida diariamente. A pessoa que pensa que por estar atuando muito tempo nessa área já detém conhecimento suficiente está cometendo um equívoco. A credibilidade de um líder começa com o sucesso pessoal e se confirma na iniciativa de ajudar os outros a alcançar o sucesso. Para ganhar credibilidade é preciso demonstrar três características:

Iniciativa: é preciso se levantar para subir
Sacrifício: é preciso abrir mão para subir
Maturidade: é preciso se desenvolver para subir

Evite pensar apenas no cargo, na liderança contam tanto o cargo quanto os relacionamentos. Fique atento tanto aos fracassos quanto aos aspectos negativos do sucesso. Compreenda que seu negócio se baseia em relacionamentos. A maior dificuldade de um líder é conseguir liderar a si mesmo. Nós não nos vemos do mesmo modo que vemos os outros e somos mais críticos com relação a eles do que a nós mesmos. A primeira pessoa que devemos analisar somos nós. Na vida é preciso ter autocontrole, ser responsável pelo governo de nossas ações e decisões e deixar de ser obstáculo para nosso próprio desenvolvimento. Os lideres se aprimoram quando enfrentam momentos de definição e reagem de forma apropriada. Esses momentos nos proporcionam uma oportunidade de dar a volta, mudar a decisão e buscar um novo destino. Para quem deseja aprender a liderar a si mesmo aqui vão algumas dicas:

Aprenda a se submeter a autoridade dos outros
Desenvolva a autodisciplina

Exercite sua paciência
Procure alguém a quem prestar contas

Muitos líderes são péssimos na hora de ouvir pensando que falar é mais importante. Os benefícios positivos de saber ouvir são muito mais valiosos do que costumamos conhecer. Para se tornar digno da responsabilidade que cabe a um líder, é preciso conhecer o que se passa no coração dos liderados. Bons líderes atentam às pequenas questões. Eles prestam atenção à própria intuição.

Para se tornar um líder eficaz, é importante deixar os outros dizerem o que você precisa ouvir, e não necessariamente o que gostaria de ouvir. Ser um bom comunicador exige muito mais do que apenas falar bem. O que as pessoas mais desejam é ser ouvidas, compreendidas e respeitadas. A partir do momento que elas percebem que estão sendo compreendidas, sentem-se mais a vontade para entender seu ponto de vista.

Lembrem-se: “Nunca sabemos demais sempre é tempo de aprender”.
Alexandre Luiz Demarchi - demarchi22@yahoo.com.br